Na Escola Agrícola da Paiã, entre fardos de palha e cercas de madeira, encontrei esta égua. Parou diante da objetiva com a serenidade de quem conhece bem o seu encanto.
A crina caída sobre o rosto, o olhar atento e a luz morna da manhã, deram-lhe uma expressão quase humana. Por um instante, pareceu não ser apenas um animal do campo, mas uma modelo consciente da sua beleza.
Talvez por isso o nome tenha surgido naturalmente: Olhar Cúmplice. Porque há olhares que não precisam de palavras para nos dizer que sabem que estão a ser fotografados.